Aditivos Alimentares: O Veneno está na Mesa

Por: As Nutris 22 de Outubro de 2018

Segundo a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) o termo aditivo alimentar provem de "qualquer ingrediente adicionado intencionalmente aos alimentos, sem propósito de nutrir, com o objetivo de modificar as características físicas, químicas, biológicas ou sensoriais de um alimento".

     Os aditivos alimentares são classificados de acordo com sua função. Temos os agentes conservantes, acidulantes, espessantes, emulsificantes, estabilizantes, umectantes, antiumectantes, corantes, flavorizantes e adoçantes. Dentre os mais conhecidos e prejudiciais para a sáude temos: Glutamato monossódico (realçador de sabor), nitrito e nitrato (da cor e sabor), bromato de potássio (confere maciez ao produto), adoçantes artificiais (aspartame, sacarina, sorbitol, sucralose), citrato de sódio (conservante), xarope de milho, entre outros.


     Estão presentes em grande parte dos alimentos industrializados que se encontram acessíveis nos supermercados, principalmente aqueles que chamam atenção pela sua praticidade de preparo e consumo. Alguns exemplos clássicos são os embutidos, sucos artificiais, biscoitos, refrigerantes, balas, refeições congeladas, molho para salada, salgadinhos, temperos prontos e até mesmo em certos tipos de iogurtes.

     O uso diário de industrializados e ultra processados que na maior parte das vezes contêm em sua composição aditivos alimentares acaba gerando malefícios a saúde, como: Neoplasias, devido indução de danos celular e mutações no DNA. Transtornos de déficit de atenção com hiperatividade. Segundo o estudo realizado por Boris e Mandel, 1994 o uso de corantes e conservantes artificiais estava diretamente relacionado com o aparecimento desses transtornos. Após a exclusão dos alimentos ricos tartrazina, amaranto, vermelho ponceau, eritrosina, caramelo amoniacal , ácido benzóico e os ácidos sulfídrico e sulfito da alimentação de crianças os sintomas desapareceram. Além disso, estudos mostram que o uso de aditivos, principalmente os conservantes e corantes podem acarretar em uma hipersensibilidade alimentar, levando a asma, urticária e angiodema.


     Vale salientar aos consumidores ativos de desses alimentos, e aos pais e mães de famílias que vão ao supermercado comprar o lanche para os filhos à importância da leitura do rótulo do produto. Se conter excesso de ingredientes, nomes desconhecidos e difíceis de sequer pronunciar, consulte um nutricionista.


É sempre preferível, comprar alimentos que estão o mais próximo possível da sua forma original “in natura”, isso não significa que devemos excluir TODOS os industrializados da vida, mas sim, saber quais realmente vale a pena serem comprados. Afinal, o que não falta no supermercado são opções.

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Elaborado pela nutricionista Ysabela Siqueira #equipeasnutris


REFERÊNCIAS:.

V. AUN, Marcelo et al. Aditivos em alimentos. Revista Brasileira de Alergia e Imunopatologia, São Paulo, vol. 34. n° 5, p. 177-184, 2011. Disponível em: < http://www.asbai.org.br/revistas/vol345/V34N5-ar-01.pdf> Acesso em: 14 de outubro de 2018.

CONTE, Franciéli. Efeitos do consumo de aditivos químicos alimentares na saúde humana. Revista espaço acadêmico, Rio Grande do Sul, n°181, p. 74-75, 2016. Disponível em:< http://eduem.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/viewFile/30642/16770>. Acesso em: 13 de outubro de 2018.

ALBUQUERQUE, Miriane Vieira et al. Educação Alimentar: Uma Proposta de Redução do Consumo de Aditivos Alimentares, Alagoas, vol. 34, n° 2, p. 51-57, 2012. Disponível em:< http://qnesc.sbq.org.br/online/qnesc34_2/02-QS-33-11.pdf>. Acesso em: 13 de outubro de 2018.

POLÔNIO, Maria Lúcia Teixeira; PERES, Frederico. Consumo de aditivos alimentares e efeitos à saúde: desafios para a saúde pública brasileira. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 25, n. 8, p.1653-1666, agosto de 2009. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/csp/v25n8/02.pdf>. Acesso em: 14 de outubro de 2018.