HIPOTIREOIDISMO DE HASHIMOTO E CONDUTA DIETÉTICA

Por: As Nutris 04 de Março de 2019

O hipotireoidismo é uma doença endócrina na qual ocorre uma disfunção na tireoide- glândula localizada no pescoço, responsável por regular órgãos importantes como coração, fígado, cérebro e rins. É também considerada um órgão sensível à presença de determinados compostos tóxicos alimentares como aditivos químicos, agrotóxicos e toxinas de embalagens plásticas ou metálicas. Essa disfunção se caracteriza pela queda na produção dos hormônios T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina). É uma situação onde a tireoide produz uma quantidade de hormônios abaixo do necessário, lentificando o metabolismo para produção de energia. Pode ser tratado com cirurgia, radiação e uso de drogas antitireoidianas.



A causa mais frequente do hipotiroidismo é a tireoidite autoimune crônica (tireoidite de Hashimoto), onde o nosso organismo passa a produzir anticorpos contra a própria glândula tireoide, ocasionando na inflamação ou destruição da glândula e consequentemente, na produção reduzida de hormônios. Além disso, pode estar relacionada com o consumo do glúten em pacientes que apresentam hipersensibilidade ou alergia a esta fração proteica presentes em alimentos que contenham trigo, cevada, centeio e aveia.


Alguns dos sinais e sintomas de importância nutricional da doença são: constipação, unhas quebradiças, dificuldade de raciocínio e ganho leve de peso. As características do hipotireoidismo podem ser mascaradas pela aparência e sintomas tais como ganho de peso (como já dito) e baixa velocidade de crescimento. Quanto ao aumento de peso, ele regride com o tratamento, mas também é necessário fazer atividade física e ter uma alimentação adequada.




Diante disso, fique atento a algumas dicas a respeito da alimentação para a Doença de Hashimoto:


  • Consumir fibras presentes em grãos, trigo e aveia para o controle de peso e alívio da constipação;


  • Cuidado com peixes de cativeiro ou de grande porte e alimentos enlatados- possuem grande quantidade de metais pesados, como o alumínio, cádmio, chumbo e mercúrio, que são tóxicos ao organismo e desequilibram o funcionamento da tireoide;


  • Priorizar alimentos com selênio (encontrado na castanha do pará, macadâmia, feijão preto, além da fonte animal de carnes magras e frutos do mar, principalmente atum) e iodo (encontrado nas algas marinhas- Kombu, Wakame, Hijiki, kelp, Agar-agar), fundamentais para a produção de hormônios;


  • Ingerir no máximo 10g/dia de sal iodado;


  • Praticar atividade física para manutenção/ redução do peso corporal;


  • Fracionar as refeições em 5 a 6 porções (café da manhã, lanche, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia) para ajudar a equilibrar o metabolismo lento;


  • Atenção com a soja: se ingerida em grande quantidade, pode bloquear a absorção de medicamentos para tireoide;


  • Atenção com consumo de vegetais crus como couve, brócolis e repolho- contém uma substância que pode induzir a doença da tireoide.



De maneira geral, a alimentação deve ser composta por vegetais, frutas e alimentos integrais – que são fontes de vitaminas, minerais e compostos ativos antioxidantes. E devem estar em equilíbrio com alimentação e hábitos de vida saudáveis para ter o efeito desejado.



Conteúdo elaborada por: Estagiária Thais e Nutricionista Sheila Pachecco.




REFERÊNCIAS:

http://www.scielo.br/pdf/abem/v53n1/v53n1a03.pdf

https://www.hospitalsiriolibanes.org.br/sua-saude/Paginas/muito-alem-ganho-peso-hipotireoidismo.aspx

http://www.scielo.br/pdf/abem/v57n4/pt_03.pdf

https://www.e-publicacoes.uerj.br/index.php/demetra/article/viewFile/18304/17726

https://www.nutricaoempauta.com.br/lista_artigo.php?cod=1512

https://www.vponline.com.br/portal/noticia/249/hipotireoidismo-e-doencas-autoimunes